PASTOR ACUSADO DE ABUSOS SEXUAIS É PRESO NO AMAPÁ

MAIS DE 12 FIÉIS DENUNCIARAM O RELIGIOSO



REPRODUÇÃO/ FACEBOOK


a tarde da última sexta-feira, 19, o pastor Jeremias Barroso, de 55 anos, fundador da Igreja Getsêmani, em Macapá, Amapá, e coordenador da “Marcha Para Jesus”, foi preso por agentes da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM).


O religioso é acusado de violação sexual mediante fraude, contra fiéis da própria Igreja. Ao menos, 13 vítimas o denunciaram.


De acordo com a delegada, Marina Guimarães, que preside o inquérito policial que apura o caso, a prisão do religioso é resultado de investigações que tiveram início em Junho do ano passado, quando três mulheres procuraram a DECCM para comunicar os abusos. A partir de então, testemunhas começaram a ser ouvidas e novas vítimas foram surgindo.


O pastor se utilizava de sua condição, ludibriava as vítimas, se aproveitava dessa confiança que elas depositavam nele para abusar delas. Acreditando que ele estava fazendo aquilo para orar por elas, elas acabavam se deixando levar pelo comportamento dele”, detalhou a delegada durante a coletiva de imprensa, nesta sexta (19).



Além do mandado de prisão, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em sua residência, localizada no bairro Perpétuo do Socorro. No local, agentes da "Divisão de Capturas" apreenderam um notebook, telefones celulares, pen drives e HD’s. O material foi encaminhado para a Polícia Científica, onde passará por perícias, segundo relatou a delegada.


De acordo com o Ministério Público, o pastor realizou um exame de corpo de delito e logo depois foi conduzido até o Instituto de Administração Penitenciário do Amapá (Iapen), onde deve permanecer preso até uma segunda ordem da Justiça.


Na saída da delegacia, o líder religioso alegou ser inocente e negou todas as acusações. Ele disse ainda, estar sendo perseguido por pregar a verdade e a Palavra. Ele também fez uma grave acusação contra a sua ex-esposa.

Pastor sendo levado para a Penitenciária (Reprodução)

Durante as investigações, em entrevista para o jornal A Gazeta, a ex mulher de Jeremias, Eli Saral, contou que ele havia tentado estuprar a própria filha de apenas um ano de idade.


“Ele tentou violentar a própria filha quando ela tinha apenas um ano de idade, depois tentou novamente quando ela tinha doze anos, passaram-se mais de 30 anos e finalmente os crimes estão sendo descobertos”, disse a ex-esposa.


ENTENDA O CASO


A prisão do pastor foi pedida após o religioso

não colaborar para a elucidação do caso, é o que afirma a promotora de Justiça, Andréa Guedes, do Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado).


Ele estava se eximindo de comparecer duas vezes à promotoria e também à delegacia, não colaborando com as investigações. Temos apurações em cursos envolvendo mais vítimas. O pastor se escondeu e não quis comparecer quando foi acionado. Tudo isso fortaleceu o nosso pedido de prisão e busca e apreensão em sua residência”, afirmou a promotora para o site Universa.



Delegada disse que ele utilizava de se sua condição como pastor para ludibriar as vítimas.

Em contrapartida, a defesa de Jeremias acredita que a prisão do pastor não reflete a veracidade dos fatos.


“Essa prisão é totalmente descontextualizada dos fatos, pois se remetem a supostos crimes cometidos há mais de um ano, o que infringe o Código Penal para casos de detenção preventivas. Além do mais, foi baseada unicamente na palavra das supostas vítimas”, protestou o advogado Maurício Pereira.


O advogado explicou que além do religioso colaborar com as investigações, ele possui emprego e residência fixa.


“Não há necessidade dessa prisão. O réu compareceu várias vezes, espontaneamente, à autoridade policial para prestar esclarecimentos. Nesta tarde, inclusive até chegou a responder a uma intimação. Foi uma surpresa e sem qualquer motivação. Agora vamos ataca-las com os recursos cabíveis”, ressaltou.



IGREJA GETSEMANI


Em nota oficial, datada de 19 de janeiro, a Igreja liderada pelo pastor, disponibilizou uma nota oficial declarando o afastamento do pastor da liderança eclesiástica:




Fachada da Igreja

"A igreja Getsemani, através do seu conselho eclesiástico, vem a público esclarecer que não coaduna com qualquer suposto ato ilícito praticado pelos seus membros e congregados.


Informamos ainda que o referido pastor, o qual está sendo alvo de acusações sérias, está afastado em definitivo da liderança da igreja, onde nosso corpo de pastores, auxiliado pela Aliança Pastoral do Amapá e Igrejas coirmãs, estão dirigindo os trabalhos de nossa igreja.



Queremos frisar que a Igreja de Cristo é impessoal, não podendo ter a sua imagem associada a algo ou alguém, pois pertencemos a algo muito maior que é o reino de Deus.


Ressaltamos que qualquer tipo de pecado ou conduta ilícita deve ser denunciada, bem como ser levado ao conhecimento das autoridades competentes.



Agradecemos as palavras de apoio e oração vinda de diversos irmãos e igrejas Brasil a fora. Nosso propósito maior é seguir a Cristo, o homem passa, mas o que é de Deus permanece.


Paz a todos!"






Após a prisão do pastor, o Projeto Preciosa entrou em contato com a Igreja solicitando o posicionamento atual da instituição, questionando quais as medidas que estão sendo realizadas em prol das vítimas, mas até o fechamento dessa matéria não tivemos respostas.



Confira a Campanha "Homem de Deus não bate em Mulher" promovida pelo Projeto Preciosa, que tem como objetivo conscientizar homens cristãos - evangélicos e católicos -, sobre uma postura "não-violenta" de um verdadeiro homem de Deus.








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