LOURDES_edited.jpg
117771433_348376553000232_45358982495676

LOURDES

| PRECIOSA |

IRMà LOURDES,  42 ANOS, EXPERIMENTOU  OS  MAIS  ALTOS  NÍVEIS  DE HUMILHAÇÃO  E VIOLÊNCIA  COM  AQUELE  QUE  FOI  O  SEU PRIMEIRO  NAMORADO  E  ÚNICO  HOMEM DE SUA VIDA. 

MAS AGORA, ELA DEU UM BASTA.

VIRGEM & PURA

FOTO |  DIA  DE PRECIOSA /PROJETO PRECIOSA

FOTO |  DIA  DE PRECIOSA /PROJETO PRECIOSA

FOTO |  DIA  DE PRECIOSA /PROJETO PRECIOSA

FOTO |  DIA  DE PRECIOSA /PROJETO PRECIOSA

A pedido da Preciosa, preservaremos sua face. 

Que mesmo com um véu, resplandece a Glória do Senhor

 

 

(Êxodo 34:29-35 )

Em uma infância tranquila, Lourdes cresceu em meio à uma família numerosa. Irmã de sete irmãos, acredita ter vivenciado problemas “comuns” durante a infância.  

 

       "Como todas as famílias, creio eu, que passam."

 

A mãe, dona de casa e com muitos filhos para criar se ocupava com as crianças, enquanto o pai trabalhava. 

 

      “Mas o lar tinha bastante amor, bastante união. Minha mãe era muito amorosa com a gente. Já meu pai. Meu pai bebia um pouco, então ele chegava do serviço e ia para os bares. Mas, até então, criança, superamos essas partes." 

 

Durante sua adolescência, o pai abandonou a família para viver com uma “outra mulher”, e agora, a  mãe solteira, ficou cuidando dos filhos. Consequentemente, a dinâmica da família e o próprio ritmo de vida de Lourdes tiveram que mudar, e a mesma começou a trabalhar cedo para ajudar em casa. 

 

Sem o pai como referência, Lourdes alega ter vivido uma adolescência “bem tranquila”, pois já frequentava a igreja, sendo uma das filhas mais caseiras.  

 

     "Nunca fui de dar trabalho para a minha mãe, sempre fui bem caseira, pelo menos eu, não é?

Minha vida era estudar, ir para casa e para a igreja." 

 

A Preciosa Lourdes aceitou a Jesus aos 17 anos, vivenciando a adolescência nos corredores de uma das maiores igrejas e doutrinas pentecostais do país.

DO  INÍCIO  AO  FIM

Dos 19 aos 20 anos, Lourdes conheceu o agressor. Na época, congregava na Igreja Assembleia de Deus, doutrina que exerce um maior rigor para o casamento. Logo, Lourdes sabia que se começasse a namorar, seria para casar: 

 

       “Conheci ele na igreja. Nunca tinha tido nenhum namorado. Ele foi o primeiro. Já namorei,

noivei e casei, tudo em menos de 1 ano e meio de relacionamento.  A igreja assembleia de Deus

que eu frequentava era bem rígida, tanto é que a gente já sabia que para namorar, teria que casar. Então, eles impunham isso.”


Lourdes se casou com 22 anos, mas reconhece que era muito inocente, não tinha malícias: 

 

     “Embora a minha idade de 22 anos, “eu era muito ingênua, eu nunca tinha tido um namorado antes, então eu era muito bobinha, muito ingênua”, diz Lourdes 

 

Por conta do casamento, Lourdes terminou o ensino médio e já começou a trabalhar para ajudar dentro de casa, já que ele ganhava pouco e por isso, não se graduou. 

 

No início do casamento era “tudo bem”, após um ano de vida conjugal, Lourdes começou a perceber algo diferente: 

 

“Com um ano, percebi algumas atitudes que não eram de uma pessoa normal, um ciúme excessivo, uma pessoa controladora, pedindo pra mim sair do serviço, só que eu sempre bati o pé e nunca saí do serviço, porque eu precisava trabalhar. Sempre queria me buscar na empresa, sempre desconfiado, falava que não confiava em mim, que não acreditava em mim, que eu estaria traindo ele, sempre com o comportamento de uma pessoa como se fosse traída, como se fosse perseguido”. 

 

Os primeiros estilhaços (as primeiras agressões) foram as verbais: 

 

“Me tratava com palavras muito duras. Xingamento, falta de respeito. Até aí, eu ia relevando, até porque éramos da igreja, então, eu sempre estava ali, aguentando tudo”.

 

Ao procurar ajuda na igreja, o único conselho que recebia era “orar”:

 

“Quando pedia conselho para os irmãos da igreja, eles falavam pra mim orar, porque “a mulher sábia edifica o lar”, pra orar, orar e orar. E, por mais que eu morresse de orar, o problema não era a oração, era o problema de conduta da pessoa ( do agressor).”


 

Para fugir de si mesmo e tentar omitir as agressões, durante anos, o ex-marido de Lourdes peregrinou em várias instituições religiosas,  frequentando outras denominações em “busca do sagrado”. Ainda assim, Lourdes permaneceu firme na igreja Assembleia de Deus.

 

“Ele não se firmava em lugar nenhum. Nunca queria ficar congregando na igreja que eu congregava, com medo das pessoas ficarem sabendo da forma como  ele me tratava. Porque, muitas vezes, não dava nem para disfarçar, na frente dos outros ele me agredia, era grosso e ignorante”

 

Até que ele partiu para o estilhaço físico ( agressões físicas). Lourdes aponta que além das opressões verbais e psicológicas, algumas vezes ele a agrediu fisicamente. 

 

“Eu nunca o denunciei, mas sempre comuniquei para a minha família. Minha família dizia para eu não aceitar isso.

 

Enquanto Lourdes ia trabalhar, ele, na maioria do tempo de casados não trabalhava e era sustentado por Lourdes, ainda assim, a acusava de estar em motéis com homens: 

 

“Por muito tempo eu vivenciei isso. Ele inventava história. Inventava alucinações na cabeça. Uma pessoa totalmente perturbada.”

 

Até que em Abril deste ano, Lourdes decidiu se divorciar, após sofrer uma tentativa de feminicídio em sua própria casa: 

 

“Ele veio me enforcar, e isso foi o estopim pra mim. eu achei que não podia passar disso.”

fundo-preto-com-guirlandas-de-perolas-na

dia    de

 pReCiosA

making off (2).png

FOTOS |  DIA  DE PRECIOSA /PROJETO PRECIOSA

MAKING OF

PRECIOSA

RECADO 

PRECIOSO

Mesmo frequentando a mesma igreja desde o início do seu casamento, Lourdes nunca teve um acompanhamento espiritual de seus líderes. 

 

“Nunca tive. As igrejas não estão preparadas, essa que é a verdade. A gente vai pedir conselho para os irmãos e a única coisa que eles falam é “pra gente orar”. “Esperar em Deus”, que “Deus” vai fazer alguma coisa, “vigiar”. 

 

Apenas o mais recente pastor ficou ao seu lado e sua família: 

 

“O pastor falou que a “decisão que a irmã tomar, nós vamos apoiar”. Então, até que eu encontrei um “apoio” desse pastor atual e da minha família, que também não aceitaram que eu permanecesse casada, que eu deveria me separar”.


 

Lourdes acaba de se divorciar, todavia, ainda vivencia as agressões por estar desempregada e não ter para onde ir. A casa, que fará parte da divisão de bens, tem sido usada como chantagem e vingança pelo agressor, que protelada para vendê-la: 

 

“E o pior moro na mesma casa até vender o imovel. Pelo que percebo ele não quer vender a casa pra tornar a minha vida um inferno. Então eu não tenho pra onde ir e já fui atrás de imobiliária, mas ele fala que não aceita o valor e quer um valor  cque não vale. Eu praticamente construí sozinha,  não posso deixar tudo pra ele e por lei eu tenho direito, vou ter que pôr na justiça. 

 

Enquanto isso, mesmo separada dentro da mesma casa, tenho que ouvir xingamentos e ameaças, como ouvi a vida todo, ontem eu tava muito mal.”

 

Lourdes não teve filhos, mas teve dois abortos e nunca mais engravidou. 


 

Ao ser questionada, se os abortos aconteceram por conta das agressões, Lourdes preferiu silenciar, mas respondeu: . 

 

  • Na época, foram abortos naturais,  ele começou a ficar agressivo demais tem uns anos pra cá. Deus sabe o que faz, suspira Lourdes, e acrescenta: “Ele vivia desempregado, eu tinha que sustentar a casa, as contas tudo sozinha por anos e ainda aguentar tudo isto. 

 

Atualmente, Lourdes está desempregada, fazendo alguns bicos e trabalhos manuais para sobreviver: 

 

“Tô desempregada, há um ano procurando trabalho, só faço um bico 2x na semana com faxina e artesanato.  Mas maior é Deus sempre guardou a minha vida, sou uma mulher de muita fé e Deus sempre tem me ajudado. Sei que vai passar, o pior já foi, que foi me divorciar. 

Agora tô fazendo limpeza em uma clínica e trabalho em casa fazendo visuais infantil bíblicos

Deus tem me suprido,  Graças a Deus e logo, logo arrumo um emprego, se Deus quiser! Não tenho medo de trabalhar. 

Mesmo frequentando a mesma igreja desde o início do seu casamento, Lourdes nunca teve um acompanhamento espiritual de seus líderes. 

 

“Nunca tive. As igrejas não estão preparadas, essa que é a verdade. A gente vai pedir conselho para os irmãos e a única coisa que eles falam é “pra gente orar”. “Esperar em Deus”, que “Deus” vai fazer alguma coisa, “vigiar”. 

 

Apenas o mais recente pastor ficou ao seu lado e sua família: 

 

“O pastor falou que a “decisão que a irmã tomar, nós vamos apoiar”. Então, até que eu encontrei um “apoio” desse pastor atual e da minha família, que também não aceitaram que eu permanecesse casada, que eu deveria me separar”.


 

Lourdes acaba de se divorciar, todavia, ainda vivencia as agressões por estar desempregada e não ter para onde ir. A casa, que fará parte da divisão de bens, tem sido usada como chantagem e vingança pelo agressor, que protelada para vendê-la: 

 

“E o pior moro na mesma casa até vender o imovel. Pelo que percebo ele não quer vender a casa pra tornar a minha vida um inferno. Então eu não tenho pra onde ir e já fui atrás de imobiliária, mas ele fala que não aceita o valor e quer um valor  cque não vale. Eu praticamente construí sozinha,  não posso deixar tudo pra ele e por lei eu tenho direito, vou ter que pôr na justiça. 

 

Enquanto isso, mesmo separada dentro da mesma casa, tenho que ouvir xingamentos e ameaças, como ouvi a vida todo, ontem eu tava muito mal.”

 

Lourdes não teve filhos, mas teve dois abortos e nunca mais engravidou. 


 

Ao ser questionada, se os abortos aconteceram por conta das agressões, Lourdes preferiu silenciar, mas respondeu: . 

 

  • Na época, foram abortos naturais,  ele começou a ficar agressivo demais tem uns anos pra cá. Deus sabe o que faz, suspira Lourdes, e acrescenta: “Ele vivia desempregado, eu tinha que sustentar a casa, as contas tudo sozinha por anos e ainda aguentar tudo isto. 

 

Atualmente, Lourdes está desempregada, fazendo alguns bicos e trabalhos manuais para sobreviver: 

 

“Tô desempregada, há um ano procurando trabalho, só faço um bico 2x na semana com faxina e artesanato.  Mas maior é Deus sempre guardou a minha vida, sou uma mulher de muita fé e Deus sempre tem me ajudado. Sei que vai passar, o pior já foi, que foi me divorciar. 

Agora tô fazendo limpeza em uma clínica e trabalho em casa fazendo visuais infantil bíblicos

Deus tem me suprido,  Graças a Deus e logo, logo arrumo um emprego, se Deus quiser! Não tenho medo de trabalhar. 

 

abençõe

LOURDES

Atualmente, a PRECIOSA  LOURDES  encontra-se desempregada, e continua sendo agredida, pois não tem para onde ir e ainda vive na mesma casa, pois o agressor se recusa vendê-la.

 

Para sobreviver, ela vende produtos em e.v.a (acesse a  galeria de imagens).

 

 Seu único pedido e sonho é um emprego, para conseguir pagar um advogado e requerer sua parte na venda da casa e cessar as opressões e violências que ainda vivencia. 

 

▶ Se algum empresário puder dar uma vaga de emprego, entre em contato conosco.

 

Iniciamos uma campanha para ajudar a irmã Lourdes nesse processo de reconstrução pessoal, ajudando-a com a venda dos produtos ou doações que a ajude a sair dessas condições.

Para  ajudá-la, torne-se  um  diamante. 

SEJA UM DIAMANTE

Todos os direitos reservados | © 2020  por  Projeto Preciosa. 

ORIENTAÇÃO   ESPIRITUAL,  JURÍDICA   &   PSICOLÓGICA 

ABENÇOE  O  PROJETO  PRECIOSA

115812777_1400609653660793_7495828153826

ENTRE  EM  CONTATO,  QUEREMOS   ACOLHER   O  SEU   CLAMOR

CONTE  SUA  HISTÓRIA!