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DAIANE

| PRECIOSA |

FILHA  DE  PASTOR, DAIANE  CRESCEU  SOB  A  PRESSÃO  DE  SER  UMA  “FILHA VIRTUOSA”, SEGUINDO  OS MOLDES DE EXIGÊNCIA DA RELIGIÃO,

E  TENDO  SOBRE  SI  A COBRANÇA

DE  TER  UM RELACIONAMENTO

BEM-SUCEDIDO, AINDA QUE SOFRA

OVELHA  PERDIDA

FOTO |  DIA  DE PRECIOSA /PROJETO PRECIOSA

FOTO |  DIA  DE PRECIOSA /PROJETO PRECIOSA

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A pedido da Preciosa, preservaremos sua face. 

Que mesmo com um véu, resplandece a Glória do Senhor

 

 

(Êxodo 34:29-35 )

Preciosa Daiane, 31 anos, mãe de uma filha de 3 anos e meio, estudante de pedagogia e cabeleireira de formação, viveu a cobrança social de ter um casamento feliz que, na verdade, levou a viver várias situações de violências psicológicas e patrimoniais.

 

Casada com o agressor por 6 anos, quando o conheceu, ele já tinha 2 filhos de outros relacionamentos, e ela, tinha acabado de se separar do primeiro casamento. 

 

“Eu estava naquela fase da frustração de um relacionamento por não ter dado certo e ele também com uma bagagem emocional grande. Enfim, nós nos conhecemos e decidimos juntar os “nossos trapos”.

 

Para Daiane, ele sempre demonstrou um comportamento distinto diante das mães dos seus filhos: 

 

“No começo do nosso relacionamento eu percebia, da parte dele, com relação à mãe da filha mais velha, um comportamento “muito diferente”, sempre foi uma incógnita pra mim, eu nunca consegui entender, de fato, o que se passava, ele sempre foi uma pessoa muito reservada sobre o que sentia, ele sempre foi uma pessoa muito fechada. 

 

Então, eu sempre falava que ele era um ponto de interrogação imenso, porque eu não conseguia entendê-lo. Eu olhava pra ele e o comportamento dele...as coisas que ele falava não eram claras o bastante para conseguir decifrá-lo. 

 

E pra mim era muito difícil conviver, é muito difícil conviver com alguém que você não sabe e nem espera a atitude que ele vai ter. 

 

Então, pra mim era muito complicado. E com relação à mãe do filho mais novo, ele tinha um relacionamento mais agressivo. Quando ela ligava para pedir alguma coisa para o menino, ele dizia “eu não tenho, eu não posso” com  xingamentos e palavrões. Um palavrão atrás do outro, uma falta de respeito muito grande, era uma das coisas que eu podia perceber. 

 

Inclusive, em vários momentos cheguei a dar “toques” para ele, “poxa vida, não é assim, têm coisas que a gente tem que conversar” 

FOTO |  DIA  DE PRECIOSA /PROJETO PRECIOSA

TESTEMUNHO 

Em relação a mim, eu percebi um comportamento “não vou dizer na defensiva”, mas algo como se a minha presença não fizesse a menor diferença pra ele. Ele não era uma pessoa amorosa comigo, ele não era uma pessoa carinhosa, ele não era uma pessoa que fazia questão da minha presença. Tanto que, durante 6 anos, nós fizemos uma única viagem juntos, só eu e ele, em outubro de 2019. Depois de praticamente eu implorar pra ele, porque eu já não estava mais aguentando ficar só em casa, depois de tantas coisas que a gente já estava vivendo. 

 

Então, eu já estava bem cansada. Eu não vou dizer que nós estávamos em crise, “eu acho que nós sempre vivemos em crise”, mas eu já estava bem cansada, e precisava respirar um pouco, em um ar diferente. 

 

Não que essa viagem tenha sido algo legal, porque não foi, porque o tempo todo ele ficava no celular falando com os amigos, nós não tínhamos um diálogo, não tínhamos uma conversa, não tínhamos nada que nos fizesse estar mais próximos, em questão de carinho e afeto, não houve mudanças, nós só mudamos o ambiente, porque o comportamento continuava sendo o mesmo. 

 

Com relação ao nosso cotidiano sempre foi muito complicado, porque “tudo o que se referia a mim”, como por exemplo as minhas coisas, ele tinha mania de dizer que ia “fazer uma faxina na casa e ia começar pelo meu ninho”, então ele ia pegar tudo o que era “os meus lixos”, que eram as minhas coisas, que estavam dentro do guarda-roupa e ia jogar tudo fora

 

“Então, tudo o que se referia a mim e a algo que fosse importante pra mim, pra ele nunca teve valor. Ele nunca viu como algo importante pra ele. Então, era como se pra ele não tivesse significado algum, ou melhor, pra ele nunca teve significado algum, e ele deixava isso muito bem claro.

 

E eu sempre procurei, enfim, por já ter tido um relacionamento que não tinha dado certo, estar em um casamento que eu não estava feliz, então era muito complicado por eu ser cristã, sabendo a forma como as pessoas olham, enxergam esse tipo de situação, principalmente no que diz respeito à mulher, o tanto que nós somos julgadas, o tanto que nós somos crucificadas, mesmo, porque a realidade é essa, o quanto que nós somos julgadas pelas pessoas “poxa vida, mas você tem que tentar, porque na sua família você é isso e aquilo”, só que as pessoas nunca param para pensar o quanto a gente é machucada. 

Então, ao longo do tempo eu me vi trabalhando muito e não tendo nenhum retorno financeiro, até porque se eu não fizessse  “ele não tinha obrigação, porque tudo nas costas dele não dava”, então eu sempre trabalhava com alguma coisa. 

Quando compramos a casa, eu tive que vender dois carros para a  construção e, durante este período, ele pediu para voltar com a mãe da filha dele, sabendo que eu estava grávida da minha filha. 

“Eu sempre senti da parte dele um desprezo, como se eu não fizesse  diferença, e isso pra mim era muito claro. E quando a mãe da filha dele estava presente, o comportamento mudava, “ele se enchia, como se fosse um pombo, tentando mostrar superioridade com relação à situação, tentando agradá-la de alguma maneira”. 

 

Eu lembro de um casamento que ele me deixou sozinha na mesa e foi para outro lugar onde ela estava. Nós estávamos na pista de dança dançando, e ele ficava olhando pra ela, olhando por cima da minha cabeça”, e eu perguntava, “o que você está olhando”, e ele dizia “eu não tô olhando nada, você é louca”. 

 

Então, aquilo me entristecia muito. Era aquela situação “ele só era carinhoso quando lhe convém, quando eu quero algo pra mim, do contrário, pra mim tanto faz como tanto fez. Pra mim, você não fede e nem cheira”. Era mais ou menos assim que era a minha vida, durante esses 6 anos foi assim. Eu sempre era deixada de lado, os amigos dele em primeiro lugar, as escolhas dele em primeiro lugar, as vontades dele em primeiro lugar e os filhos dele para eu cuidar. 

 

Ao longo dos 15 dias que as crianças ficavam em casa, as crianças ficavam comigo, ele saía, ia viajar com os amigos e as crianças ficavam comigo, saía pra beber, saía para alguma festa, para um churrasco e para não sei aonde mais, e as crianças ficavam sob a minha responsabilidade. 

 

E eu não podia sequer expressar minha opinião sobre o comportamento das crianças, ele virou um dia  pra mim e disse “eu nunca te pedi para cuidar dos meus filhos, se você está achando ruim, pega sua filha e vai cuidar da sua filha e da sua vida, e pode deixar que dos meus filhos cuido eu”.

 

Como se eu não quisesse cuidar dos filhos, mas eu os tratava com imenso amor. Eu realmente tinha o cuidado de mãe, ao ponto de ter que levar no hospital, levar no médico, comprar roupa, sapato, e eu fazia com muito gosto pelas crianças. 

 

Eu queria que desse certo, a realidade é que era essa, porque pra mim era importante. Estava longe da família que eu tinha idealizado, mas eu queria que desse certo, justamente porque não gostaria de ter que ver a frustração de ver mais um relacionamento findado de novo, é muito triste e é muito difícil, como as pessoas olham pra gente, principalmente por ser cristã, e que eu estaria passando por aquilo de novo

 

O tempo foi passando, e ele foi piorando, eu comecei a faculdade que sempre foi o meu sonho, e ele nunca me ajudou financeiramente.

 

Se eu tivesse que comprar uma calcinha, eu tinha que me virar nos 30, ele era muito mão fechada. 

 

Pelo comportamento dele ser muito explosivo, eu tinha medo, de dizer que eu precisava de alguma coisa. Medo do que ele pudesse me dizer. 

 

O tempo foi passando e as coisas foram ficando mais complicadas, e eu tinha que ouvir as piadas 

“Ainda bem que sua mãe tem uma casa lá em cima, porque qualquer coisa você pode arrumar suas malinhas e ir embora, no dia que você me encher o saco eu boto você pra correr, eu te dou um pé na bunda”.

Eu ouvia aquilo e me doía muito, houve noites que eu ia dormir aos prantos, querendo um abraço, querendo que ele me olhasse de uma maneira diferente, que ele tivesse um pouco mais de cuidado, de afeto, e eu me sentia muito sozinha, mas eu tinha uma filha, eu tinha que me manter firme e continuar lutando pelo meu casamento. E eu orava muito, eu pedia para Deus, eu implorava porque eu queria uma saída. Eu queria entender o que estava acontecendo, pra mim era muito difícil lidar com a rejeição dele, 


 

“A impressão que eu tinha é que ele tinha nojo (de mim)”


 

Após muita pressão e o início de uma depressão, Daiane começou a se desesperar e buscar ajuda psicológica, mesmo tentando mudar a situação, tentando entender até quem era aquela pessoa, pois a Preciosa Daiane ficou descaracterizada devido às agressões. 

“Teve um dia que eu me olhei no espelho, e eu não conseguia identificar quem estava refletindo naquele espelho, porque não era mais eu. Eu não me via mais como pessoa. eu acordava bem e ia dormir um caco de ser humano." 

Daiane não aceitava reviver o fracasso de mais um relacionamento,  por imposição social e pessoal, e para não ter que se separar novamente, Daiane começou a “orar muito”

Em uma das orações, Daiane clamou: 

Senhor, ou o senhor muda essa situação, molda ele, ou o senhor me tira daqui, porque eu não aguento mais viver.” 

Até que um dia, por conta de uma briga por uma bolacha, o agressor agrediu a mãe da  filha mais velha e a Preciosa.

Após a confusão, irmã Daiane tentou conversar com ele, e ele respondeu: 

“Não foi com você, não é da sua conta, vai cuidar da sua vida.”

Depois de tudo, Daiane continuou orando: “o meu desejo era que tudo terminasse “numa boa”.

Daiane já estava depressiva, quando ele perguntou “o que ela tinha”, e ela propôs que fossem atrás de uma igreja, de um psicólogo, uma ajuda, qualquer coisa”, porque acreditava que a sua família pudesse ser ainda restituída. A única resposta que ela teve foi: 

  • A doente aqui é você, quem faz tratamento é você, não sou eu. Eu não preciso de médico, eu não preciso de igreja, eu não preciso de ninguém. 

“Até que um dia ele disse: que não aguentava mais, que não aguentava mais olhar para a minha cara, não aguentava mais viver comigo e simplesmente pediu para eu ir embora."

Eu disse pra ele que “tudo bem”, eu não estava entendo nada o que estava acontecendo.

Após isso, ele entrou em contato com a mãe da Preciosa acusando-a e ofendendo-a, tentando justificar o motivo da separação, alegando que a culpa era toda da Preciosa

Na mesma semana, a irmã dele que também é cristã e tem dons de revelação, direcionou uma palavra para os dois, revelando o que Deus pensava sobre isso, logo em seguida, ele se “desesperou”, para a Preciosa, é como se tivesse “caído a ficha”. Ele pediu perdão, mas ela havia orado muito pela mudança dele e dela, e isso não havia acontecido, e neste ano, eles se separaram. 

Para realizarem a separação e a resolução dos problemas burocráticos, só de encontrá-lo, Daiane sofria  e ainda de “síndrome do pânico", sentindo os mesmo sintomas, quando alguém da igreja  dizia:  “vamos orar para que sua família seja  restituída”, ela sofria ataques de síndrome do pânico e ansiedade. 


 

“Graças a Deus, o Senhor me tirou do cativeiro que eu vivia. Me fez uma nova pessoa hoje, apesar da minha condição, por ser mãe solteira. Hoje eu aluguel uma casa pra mim e vivo com a minha filha, apesar da responsabilidade ter vindo toda pra mim, eu me sinto aliviada, me sinto liberta. A minha faculdade que pra ele não tinha significado algum, “que era algo desnecessário, que não havia necessidade de eu fazer”, eu continuo fazendo sim, porque é algo que é o meu sonho, e eu sei que vou conseguir realizar independente da presença dele na minha vida ou não. Hoje eu me sinto liberta, hoje eu me sinto livre. Independente do que as pessoas digam ou falem, eu estou liberta. Se não fosse a misericórdia do Senhor na minha vida, eu não sei o que seria de mim. Com certeza, eu teria me afundado na depressão." 

Recentemente eu precisei ter uma conversa com o pai da minha filha e no dia seguinte eu tive uma crise de pânico. Achei que fosse morrer, só Jesus na causa. 


 

Após 8 meses separada do agressor, até hoje, Daiane faz tratamento psicológico e psiquiátrico. 

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